quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Perigo.

O shopping não era o melhor lugar do mundo, na verdade eu preferia estar com meus amigos em um parque ou na casa de um deles, mas eu não podia evitar. Por mais que eu negasse para mim mesma e repetisse a mesma coisa centenas de vezes, eu sempre acabava indo parar no mesmo lugar. Sempre usava uma desculpa, dizia que ia comprar um remédio ou alguma coisa no supermercado, mas passei a fazer isso tão repetidamente que se tornava uma verdade até para mim antes de pôr os pés naquele lugar, já que depois disso eu me tocava que tinha feito de novo. Ele estava ali, era o local de trabalho dele, afinal, porque ele não estaria? Já estava começando com aquela mania de falar sozinha novamente.
Sorriu ao me ver, e eu não pude deixar de notar as ondas bem formadas nos fios de cabelo amendoados e pomposos dele. Parecia um deus grego, e não era a primeira vez que eu me perdia naqueles olhos verdes. Já que estava ali, não adiantava mais fazer doce. Aproximei-me e o cumprimentei, ele era ainda mais bonito de perto. Para disfarçar, peguei uma roupa em um dos cabides presentes na loja e mencionei que iria experimentar, pedindo uma indicação de onde ficava o provador. É claro que eu sabia onde ficava, mas tudo era pretexto para dirigir-lhe a palavra. Ele me levou até lá e eu entrei. Provei a roupa, afinal, eu tinha bom gosto até numa situação dessas. Quando eu estava prestes a vestir as minhas peças, ele adentrou. Estava ofegante, me olhava tão fixamente que eu chegava a tremer. Na hora, eu não sabia muito o que fazer, embora eu não precisasse, já que ele me enlaçou com o braço direito tão vorazmente que eu não tive tempo para reagir.
Senti o meu corpo colado ao dele e sua respiração ofegante, que banhava o meu nariz até o momento em que eu pude sentir seus lábios aveludados sobre os meus. Enlacei-o pelo pescoço com as duas mãos e ele, em resposta, agarrou em minhas duas pernas e me suspendeu no ar, de modo que eu ficasse apoiada à parede do provador. O toque dele era macio e romântico, ao mesmo tempo que sutil, e seus movimentos eram experientes. Manteve-me no ar com uma das mãos e afastou o meu vestido escarlate com a outra, para cima, adentrando a minha calcinha de renda com a mão livre, tocando a minha intimidade diretamente. Primeiro ele só brincava, mas depois de um tempo e sob minhas súplicas sussurradas, ele me invadiu com dois dedos, me fazendo pular, simultaneamente abocanhando meu pescoço. Eu puxava seus cabelos, parecia que ia explodir de tanto prazer, era uma sensação maravilhosa, surreal, ir às nuvens e voltar ainda melhor. Eu podia sentir a sua ereção pulsar e, nesse momento, ele não esperou mais. Ainda me sustentando contra a parede, abaixou o zíper da própria calça, a minha calcinha e me penetrou. Primeiro, foi devagar, me descendo de forma lenta e intensa, só para sentir cada pedacinho meu. Depois me subiu, e me desceu novamente, iniciando um movimento de vai e vem quente e esforçado. A cada estancada que ele dava, era um gemido meu, mas eu não podia fazê-lo muito alto, as pessoas que estavam na loja poderiam ouvir, embora minha vontade fosse gritar. O movimento ficou mais intenso, ele me agarrava forte pela cintura e eu me prendia ao seu pescoço, enlaçando o quadril do moreno com as duas pernas. Pouco tempo depois, não pude me conter em liberar a minha excitação, e ele a dele, pois havíamos chegado ao ápice juntos. Ele me segurou e me abraçou ao fim, sem forças e respirando mais ofegante que eu, e eu entendi o porque de ter sido tão bom: o perigo.

2 comentários:

Fabricio disse...

caraca, mariana tu é uma artista @_@''
fez eu imaginar tudo direitinho... :x *_*
muito bom o conto ;**

Priii - disse...

mari meega. muito foda. dá pra imaginar mesmo. o_ô. haushau.

amoo miga.